segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capítulo 2:O comando

Uryyah e Shemu'el chegam e se apresentam a seu superior, Rafát. A família estava fazendo seu culto doméstico durante a reunião dos anjos, o tema dia no culto era intersseçao pelo país. Com ar de preocupação Shemu'el inicia o relatório.
_ Capitão, eles precisam orar, a cerimônia pagã foi concluída sem sacrifícios significativos, mas temo uma guerra muito longa pela frente. Disse Shemu'el.
_ Moloque chegou como já era esperado, mas trouxe reforços. Eles estão muito confiantes, Pazuzu foi banido. Disse Uryyah.

_ Já era de se esperar que eles castigassem Pazuzu. Quem é que está com Moloque?
_ Complacência. Disse Shemu'el.
Neste momento o Pai da família, Alan, que dirigia o culto sentiu uma subta preocupação e disse:
_Precisamos orar pelos pastores desta nação, que Deus os proteja, pois eles são o principal alvo de ataque do inimigo.
A família inicia uma oração, Rafát comenta o relatório apresentado por Shemu'el.

_ Sua preocupação procede. Esperávamos que ele viesse e trabalhasse com Pazuzu, mas não esperávamos que ele trouxesse o Complacência, até por que Baal Rafá o havia banido para o abismo em Ashington.
_ Deve ter sido resgatado por Moloque, ele conhece muito bem o Abismo. Comenta Uryyah.
Uryyah, é muito estrategista, ele tem um aspecto indígena. Suas roupas são como de latão polido, no seu lado ele traz uma espada longa e nas costas outra espada curta e leve, mas com o cabo longo ( para desferir golpes à distancia), ela é efeitada por um cordão de ouro no cabo, sua lâmina brilha como diamantes ecrustados em prata. No cabo há uma inscrição que significa "A palavra da verdade", por isso esta espada é chamada de palavra. Certa vez, Uryyah estava cercado por demônios quando, com com a palavra, decaptou a cinco demônios de uma só vez. Por sua bravura , ele comanda uma das doze legiões de anjos que protegem a Israel, uma divisão para cada tribo.
Rafát é experiente em batalhas, alguns anjos cogitam ser ele aquele que vai prender a Satanás durante o milênio. Toda vez que um país está para receber um avivamento, Rafat coordena as ações concernentes aos eventos.
_ Preciso de uma Reunião com os anjos das igrejas, de todas elas._ Diz Rafat.
Shemu'el se antecipa.
_ Rafat, e quanto aos intercessores? Pergunta Shemu'el.
_ Recrute o máximo que conseguir, mas não vá só. Você irá com Shinichi.
Shinichi se apresenta, ele é um daqueles anjos que guardão as pessoas que Deus escolheu ainda no ventre. Ele é um nipônico, traz consigo duas espadas com tamanhos diferentes cujo as inscrições significam: Proteção, a menor e fé, a outra espada. Ele tinha um armadura cujo o peito era todo feito de diamantes longos e vermelhos. As costas da armadura era esculpida em rubi. Seus pulsos e pernas estavam protegidos com ouro e bronze. Sua força era aumentada de acordo com a fé de quem ele protege, assim Shinichi poderia simplesmente pegar os chefes dos principados e os encarcerar no mar, onde seriam incapazes de fazer mal a alguém.
Shinichi deu sinal positivo para Rafat, virou-se e olhando para o céu fez reverência e partiu. Uryyah também partiu, Shemu'el ficou olhando para Rafat que lhe disse:

_ O que está esperando, anjo de Deus? Mova-se.
Ele saiu depressa na direção de Shinichi que voava extremamente rápido. Shinichi parou em Teresópolis, na serra carioca. Quando Shemu'el chegou, parou ao lado dele observando a cidade localizando colunas de fumaça que indicavam onde haviam pessoas orando frequentemente.
_ Elas estão cada vez mais raras hoje em dia.
_ Elas o que? Pergunta Shinichi
_ As colunas de fumaça. Elas são com um tipo de incenso, me servem para indicar os locais onde as pessoas estão orando.
_ E por que umas são mais fortes e outras mais fracas? Indaga Shinichi ao que seu companheiro responde.
_ As mais fortes indicam os lugares onde as orações são frequentes. As mais fracas ou intermitentes, indicam os lugares onde as orações são mais esporádicas, aquelas que formam pequenas nuvens em cima das casas são orações que se faz apenas para cumprir um protocolo. Ficam acima das casas pois não conseguem subir. Por isso é importante procurar as colunas, primeiro as mais fortes, depois as outras. Está vendo aquela bem forte e fininha?
_Aquela mais branca ali? Estou.
_ Então, ela é a do Simão, você o conhece bem.
_ O protegi durante o parto e nos primiros anos de vida, agora é Seráft quem o protege.
_ Então vamos fazer uma visita a um velho amigo. Você vai se surpreender ao ver o quanto ele cresceu.
Os dois anjos voaram rumo a casa de Simão, um adolescente de dezesseis anos de idade. Era negro, alto, de porte atlético e muito dedicado ao Senhor. Gostava de jogar basquete com os amigos todo final de semana. Muito bom leitor, lia de cinco a seis capítulos da bíblia por dia. Simão era o terceiro filho de quatro, era de família humilde, mas o trabalho não deixava faltar nada.
No momento em que os anjos chegaram, Simão estava lanchando, Shinich perguntou:
_ Pela fumaça que vimos, alguém deveria estar orando.
_ Aqui as orações são constantes, desta forma a fumaça sobe o tempo todo. _ Shemu'el sussurra no ouvido de Simão: Ore pelos pastores e suas famílias, eles são o alvo principal.
Simão se levanta e chama sua mãe e preparam um sanduiche, Shinichi pergunta:
_ Ele não vai orar?
_Não, ele vai comer. Espere, eu estou começando a sugestão ainda. Eles devem sentir a necessidade, é preciso trabalharmos em sinergia para que tudo de certo. Esta é a nossa vantagem. E além do mais, o garoto está na adolescência, por isso come muito.Vamos esperar as ordens do comando.
Os anjos se posicionam às portas da casa quando Seráft chega.
 Shinichi o cumprimenta:
_Paz, amigo.
_Paz. Tenho uma mensagem do comando. Eles disseram que concluam a persuasão e depois rumem para Brasília. É lá que tudo vai acontecer.
Ao que Shinichi respondeu.
_ Tudo bem, mas quem vai cuidar do Simão?
_ Isto ainda é comigo. Respondeu Seraft. Por enquanto, apenas concluam a persuasão regional...
Interrompido por Shemu'el que parecia bastante preocupado.
_Mande uma mensagem minha ao comando. disse Shemu'el
. Diga-lhes que preciso urgentemente de uma reunião com todos os anjos das igrejas, ou seremos derrotados.

_ Será providenciado. Respondeu Seraft e partiu.
Enquanto isto, Complacência e Moloque observam a cidade do Rio sobre a cabeça do Cristo Redentor. Gritos de terror são ouvidos do outro lado, suplicas desesperadas e mais gritos que são interrompidos por uma luz amarelada e uma coluna de fumaça escura e espessa. Moloque comenta.

_Ah! Este cheiro. Há muito tempo eu não sentia algo assim.
_Só mais um X nove no micro-ondas. Complacência respira fundo e comenta. Não é bom o cheiro de desespero pela manhã? A dor intensa e lancinante, o pavor de ver seus últimos momentos com uma tremenda falta de paz, a idéia da terminação, o deixar de existir. Ah! Como eu gostaria que estes idiotas fossem apenas carne e ossos.
_Só aprecio o cheiro da carne de gente queimando, não me importo com o sentimento deles. Responde Moloque.
_Pelo visto você encomendou mais um sacrifício.
_Não. É só mais um no micro-ondas. Não é X nove, é caloteiro. Garoto de quinze anos.
_Se é só caloteiro, por que matá-lo com honras militares, não seria melhor só matá-lo.
_É filho do policial.
_UUUh! Este pessoal sabe mesmo como se divertir. Você ainda gosta de jovens, não é.
_Gosto de carne nova. Cheira melhor. Quando você mata um velho, impede que pouca coisa aconteça, mas quando um jovem morre, uma vida inteira é tragada.
_ Gostei da filosofia envolvida, mas desde quando começou este fetiche por adolescentes? Ironiza Complacência.
Moloque vai na direção em que o jovem está sendo queimado dizendo.
_Você é louco.
_Somos demônios, querido. Sanidade não é o nosso forte. Devia experimentar, funciona horrores comigo.

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